13.4.17

RIDER


Um verdadeiro clássico nos anos de 1990, RIDER marcou uma geração inteira com seus confortáveis chinelos de tira única e propagandas históricas. A marca se reinventou para sobreviver e voltou com produtos mais modernos e descolados, mas sem deixar a originalidade de lado. 

A história 
A história começou em 1986 quando a Grendene, uma das maiores empresas de calçados do Brasil fundada em 1971 inicialmente para produzir embalagens de plástico para a indústria de vinhos, resolveu ingressar em uma nova categoria de mercado e criou RIDER, o famoso chinelo de tira única e larga com solado fofinho, direcionado para o público masculino. Rapidamente o chinelo, com design diferenciado e priorizando o conforto, se tornou um sucesso e podia ser visto nas praias, piscinas e ruas. Mas esse sucesso não aconteceu por acaso. A Grendene investiu pesado em sua nova marca e produto com campanhas publicitárias que se tornaram clássicas. Campanhas estas estreladas por atletas como Careca, Roberto Carlos, Falcão, Rivelino, Nelson Piquet, Romário e Emerson Fittipaldi, aliadas ao conceito “sombra e água fresca” e o slogan “Dê férias para seus pés” contribuíram para tornar o chinelo cada vez mais popular e um verdadeiro clássico dos anos de 1990. Além disso, RIDER também fez sucesso por uma característica única, especialmente para os consumidores que moravam em cidades de clima frio: o chinelo podia ser usado com meia e ainda assim ser confortável.


O famoso chinelo chegou a vender 40 milhões de pares no início dos anos de 1990, correspondendo a 20% de participação, em valor, no mercado brasileiro de chinelos. Em seguida, RIDER lançou as linhas feminina e infantil, aumentando assim seu alcance e público. O chinelo estava no auge, quando as Havaianas se reinventaram e, a partir de 1994, entraram com tudo no segmento da moda. As vendas dos modelos femininos foram os primeiros a cair. E depois os masculinos. Mesmo assim, RIDER foi lançado no mercado americano em 1997, onde o chinelo ficou conhecido como sleeper, por causa da facilidade de enfiar o pé. Depois de perder a liderança para as Havaianas também no mercado de chinelos masculinos em 2004, nos anos seguintes RIDER era apenas uma marca “perdida” dentro do portfólio da Grendene. Mas mesmo assim, uma pesquisa apontou que o nome RIDER era conhecido por 93% dos brasileiros, um ativo que a Grendene não iria desperdiçar.


Foi então que no mês de outubro de 2009, para acabar com o estigma de “chinelo de velho”, e reverter a baixa aceitação do produto, especialmente por parte do público jovem, a marca foi completamente rejuvenescida ganhando um apelo fashion, um novo conceito e um público-alvo diferente. Com isso, foi tomada uma decisão radical: o modelo tradicional, aquele de tira única, foi substituído por chinelos com divisória entre os dedos, para concorrer diretamente com as descoladas Havaianas. A partir deste momento RIDER foi promovido ao posto de sandália. Porém, fora do Brasil, o modelo de tira única nunca deixou de ser vendido e sempre fez enorme sucesso.


Com o novo posicionamento, RIDER também lançou papetes e tênis, alinhados com a temática da aventura e da caminhada explorada neste novo momento, que incentivava o consumidor a curtir todos os momentos do dia a dia. Nos anos seguintes, após um hiato, a marca RIDER voltou a investir na publicidade de seus produtos, agora com ar moderno e visual fashion, utilizando slogans como “Enjoy the Ride” (em português, aproveite o movimento) e “Lifeaholic”, além de campanhas como “Fuja da Mesmice’’, lançada de 2015.


Em 2016 a marca completou 30 anos e, para comemorar, relançou sua icônica linha de chinelos shape slide, aqueles com uma única tira e dedos de fora. Entre modelos do relançamento estava uma releitura do R86, primeiro chinelo da marca nos clássicos tons de azul marinho, branco e vermelho. Era uma réplica do original, só que reconstruída com uma sola mais leve e com um material de cima mais macio e flexível do que o original. Os modelos foram repaginados e vendidos inicialmente apenas em algumas lojas selecionadas em tiragens limitadas. E não é que os tradicionais chinelos RIDER voltaram a fazer sucesso. Tanto que a marca fechou parceria com a Marvel e a NBA (liga americana profissional de basquete) e lançou modelos com as cores e símbolos da equipes e personagens de quadrinhos.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma única grande e radical remodelação ao longo da história. Essa mudança aconteceu em 2009 quando a marca foi totalmente reformulada e adotou um novo posicionamento.


Os slogans 
Lifeaholic. (2014) 
Enjoy the Ride. (2010) 
Para tudo que é novo, novo Rider. (2009) 
Dê férias para seus pés.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1986 
● Criador: Grendene 
● Sede mundial: Sobral, Ceará, Brasil 
● Proprietário da marca: Grendene S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO & Presidente: Rudimar Dall’Onder 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Chinelos e sandálias 
● Concorrentes diretos: Havaianas, Dupé, Nike, Puma e Adidas 
● Ícones: O chinelo de tira única 
● Slogan: Lifeaholic. 
● Website: www.rider.com.br 

A marca no mundo 
A marca RIDER comercializa sua vasta linha de produtos, composta por mais de 60 modelos de chinelos e sandálias para o público masculino, feminino e infantil, em mais de 90 países ao redor do mundo. 

Você sabia? 
A marca se tornou popular muito em virtude das campanhas publicitárias assinadas pela W/Brasil do publicitária Washington Olivetto, que, na década de 1990, acrescentaram pérolas à cultura brasileira como a interpretação dos Paralamas do Sucesso para País tropical, de Jorge Ben Jor. Sem falar na troca de gentilezas entre Tim Maia, que cantou Como uma Onda, e Lulu Santos, que emprestou sua voz a Descobridor dos Sete Mares. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Estadão, Folha, Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 13/4/2017

5.4.17

FENDER


Com uma brilhante história por mais de 70 anos, a FENDER tem tocado e transformado a música pelo mundo e em quase todos os gêneros, desde o bom e velho rock and roll até o country, jazz e blues. Todos, de iniciantes e amadores aos mais aclamados artistas, têm usado instrumentos da tradicional marca americana. Guitarras Stratocaster® e Telecaster® e os baixos Precision® e Jazz Bass® já viraram uma lenda entre o mundo da música. 

A história 
Antes de trabalhar com guitarras elétricas, Clarence Leonidas Fender trabalhou com rádios e fonógrafos. Em 1944, ele e o músico Doc Kaufmann patentearam o captador montado em um corpo sólido único. Esta coisa crua, impossível de se tocar, parecia no máximo um projeto de feira escolar de ciências, mas resultou na empresa K&F (Kaufmann & Fender) Manufacturing. A K&F fabricou as primeiras guitarras lapsteel elétricas (que se toca no colo) e amplificadores (para os músicos de country) em um barracão nos fundos da loja de rádios de Fender na região central de Fullerton, estado da Califórnia. Amparado pelo sucesso da K&F, Leo vislumbrou que poderia aprimorar os instrumentos musicais da época - ainda rústicos e acústicos - usando um inovador, e relativamente simples, design de corpo sólido de guitarra elétrica. Posteriormente, percebeu que esta inovação poderia se tornar rentável, caso entrasse em linha de produção. Com isso, fundou em 1946 na cidade de Fullerton a Fender Electric Instruments Company. No ano seguinte, a linha de produtos da nova empresa incluía os lendários amplificadores com gabinete de madeira e guitarras de madeira dura. No final desta década muitos músicos consideravam Leo Fender um grande inovador em projetos de instrumentos e a empresa obteve endosso das maiores bandas de swing do oeste e dos melhores guitarristas da época.


Em 1949, apresentou o protótipo de um instrumento de corpo sólido, inicialmente batizado de Esquire, depois de Broadcaster e posteriormente chamada de guitarra Telecaster®, em 1951. A Tele, como era e continua sendo conhecida, foi a primeira guitarra estilo espanhol de corpo sólido a ser produzida em massa para comercialização. Naquele mesmo ano, ele apresentou sua revolucionária invenção: o baixo totalmente elétrico Precision Bass®. Ele era tocado como uma guitarra e tinha trastes, por isso podia ser tocado “com precisão” (daí o nome Precision) e ser amplificado, libertando os baixistas dos desconfortáveis baixos acústicos, que eram difíceis de ouvir em orquestras e shows. Esses dois instrumentos históricos sacramentaram a criação de um novo tipo de grupo e uma revolução na música popular - o que nós conhecemos hoje como “rock combo”. Ao oposto das big bands da época, os instrumentos elétricos da FENDER tornaram possível aos pequenos grupos se conhecerem e serem ouvidos.


A primeira aparição da Stratocaster® foi em 1954, incorporando muitas inovações no design baseadas nas opiniões de músicos profissionais, da equipe da empresa, como George Fullerton e Freddie Tavares, e do próprio Leo Fender. O uso de um terceiro captador single ofereceu mais possibilidades de tom, o corpo melhor desenhado deixou a guitarra mais confortável e o design com corte duplo no corpo (acima e abaixo do braço) deixou o acesso a notas mais agudas muito mais fácil. O mais importante, porém, foi a inclusão da nova ponte com vibrato (ou tremolo), uma inovação originalmente criada para permitir que os guitarristas pudessem dar um bend nas cordas, simulando o efeito do pedal das guitarras steel muito populares entre os artistas de country music da época. Originalmente, a Stratocaster® era feita na cor Sunburst de 2 cores, num corpo de Ash, braço em Maple (carvalho americano) de peça única contendo 21 trastes, marcações estilo “bolinha” na escala e tarraxas Kluson. Ninguém podia prever como a Stratocaster® iria revolucionar a música. A Stratocaster® foi imortalizada por Buddy Holly na cor vermelha, posteriormente pelos Beatles com George Harrison e John Lennon ambos usando o modelo na cor azul claro no álbum Rubber Soul e, em seguida, por Jimi Hendrix quando em 1966 ele estraçalhou sua Strat (como ficou apelidada) durante o concerto de sua despedia da Inglaterra. Essencialmente igual desde o primeiro modelo de 1954, essa é a guitarra elétrica mais popular e influente de todos os tempos e guitarristas de todos os níveis e gêneros musicais continuam confiando em seu timbre, versatilidade e ergonomia até hoje.


A guitarra Jazzmaster®, introduzida em 1958, foi originalmente desenvolvida para guitarristas de jazz, mas caiu rapidamente nas graças dos guitarristas de surf music, fato que podemos constatar em fotos de shows de bandas como The Surfaris, The Ventures e The Fireballs. O próprio Leo Fender expressou toda sua criatividade na década seguinte, apresentando muitos modelos de instrumentos, incluindo o baixo Jazz Bass® (introduzido em 1960 com corpo sólido, braço mais fino e curvado, dois captadores e 4 cordas, que rapidamente foi adotado pelos músicos de jazz), as guitarras Jaguar® (que ficou famosa através das mãos de Kurt Cobain) e Electric-XII® (de 12 cordas), além do amplificador Twin Reverb® (com dois falantes). Devido a problemas de saúde, Leo Fender vendeu a empresa por US$ 13 milhões para a CBS no dia 5 de janeiro de 1965. Nesta época, artistas e bandas consagradas como Jimi Hendrix e The Who tocavam com guitarras da marca americana. A Fender Musical Instruments passou por um crescimento tremendo nos 20 anos seguintes, porém a falta de comprometimento e de entendimento em torno dos desejos de músicos da CBS aos poucos foi se tornando aparente. Além disso, as cópias e principalmente as crescentes importações do Japão, minaram os lucros da empresa. E sem contar, que os Estados Unidos entraram em uma recessão e o interesse por guitarras diminuiu; os adolescentes preferiam comprar vídeo games. Era preciso fazer alguma coisa. E para reinventar a FENDER, a CBS recrutou um novo executivo em 1981. William Shultz se tornou o presidente da empresa, apoiado pelo associado William Mendello. Seu plano de negócios de 5 anos era baseado em aumentar a presença da FENDER no mercado com grande aumento de qualidade e um imenso compromisso com pesquisa e desenvolvimento. Com isso, em 1982, a empresa retornou aos modelos originais torneados por Leo Fender e começou a fazer reedições vintages baseadas nas especificações originais.


Quando a CBS encerrou seus negócios que não tinham haver com rádio e televisão, um grupo de funcionários e investidores liderados por Schultz comprou a FENDER em março de 1985. A venda colocou novamente o nome FENDER nas mãos de um pequeno grupo de pessoas dedicadas e compromissadas em criar as melhores guitarras e os melhores amplificadores do mundo. A nova empresa, batizada de Fender Musical Instruments Corporation (FMIC), teve que começar do zero - as instalações e os maquinários não estavam incluídos na venda. A FMIC possuía apenas o nome, as patentes e algumas partes não usadas deixadas para trás. Apoiado por um grupo de leais funcionários, revendedores e fornecedores (alguns que eram parceiros desde a criação), Schultz e sua equipe começaram a reconstruir um ícone americano.


A nova FENDER inicialmente importou suas guitarras de fabricantes estrangeiros com experiência comprovada na produção de instrumentos viáveis e com bom custo benefício, porém o aumento do controle de qualidade levou, em 1985, a inauguração de uma nova fábrica em Corona, estado da Califórnia. Uma segunda fábrica foi inaugurada em 1987, em Ensenada, no México. E o ano de 1987 foi mesmo mágico para a FENDER. Dentre os acontecimentos marcantes desse ano estava o lançamento de uma das mais icônicas, lendárias e tradicionais linhas de guitarras e contrabaixos da marca (American Standard®), que retomou sua tradição e características que definiriam o padrão americano: instrumentos feitos com madeiras selecionadas, acabamentos especiais e detalhes que fazem da linha uma das mais cobiçadas até hoje. A primeira metade da década seguinte trouxe novos modelos de guitarras que venderam muito bem. Em 1998 foi lançada a linha Fender American Deluxe® (substituída em 2016 pela Fender American Elite®), que unia o que havia de mais moderno e atual em um instrumento.


Visual tradicional, timbre mundialmente adorado, minuciosa construção nos padrões americanos e toda a tradição FENDER. Assim é a linha American Special®, lançada em 2010 e cujas guitarras possuem captadores, circuitos, pontes e acabamentos exclusivos. Mais recentemente, em 2016, FENDER lançou sua primeira linha de fones de ouvido para músicos profissionais, seja para usar em estúdios ou nos palcos. Desde o início, a FENDER sempre trabalhou lado a lado com os artistas que empunharam seus instrumentos em nome de sua arte. É uma antiga tradição e que continua até hoje. Os modelos da linha Fender Artist & Signature® são construídos de acordo com as especificações exclusivas de cada músico contando com a participação dos mesmos na elaboração dos projetos para que a sonoridade deles possa vir a ser parte do seu som. A mais famosa de todas as guitarras de Eric Clapton foi a “Blackie”, montada com pedaços de várias Stratocaster®, que ele usou até os anos de 1990. Depois, por medo de danificá-la, Eric a guardou em casa e não a levou mais aos palcos. Em 1988, Eric foi homenageado pela FENDER com o lançamento de uma Stratocaster® feita sob medida para ele e que se tornou o marco inaugural do primeiro modelo para artistas da famosa série “Signature” da Stratocaster®.


A FENDER se tornou líder mundial por definir o som de guitarra que conhecemos, por atender às necessidades dos músicos, por criar produtos de alta qualidade e por assegurar manutenção e estabilidade a todos os seus instrumentos. Afinal, durante sua rica história vários músicos de renome, alguns se tornaram lendas, utilizaram guitarras da marca americana, como por exemplo, David Gilmour (Pink Floyd), Eric Clapton (considerado um dos melhores guitarristas da história do rock), Keith Richards (Rolling Stones), Jeff Beck (um dos maiores guitarristas de todos os tempos), Jim Root (Slipknot), Mark Knopfler (Dire Straits), Ritchie Blackmore (um dos fundadores do Deep Purple), Richie Sambora (por anos o principal guitarrista da banda Bon Jovi), Dave Murray (Iron Maiden), Jimi Hendrix (a lenda), Muddy Waters (considerado o pai do Chicago Blues), Buddy Guy (considerado o 23º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista americana Rolling Stone), Janick Gers (Iron Maiden), John Frusciante (ex-membro da banda Red Hot Chili Peppers) e Eric Johnson (um dos guitarristas mais respeitados do mundo).


O máximo em customização 
A Fender Custom Shop foi inaugurada em 1987 nas instalações da fábrica de Corona, na Califórnia, para criar instrumentos de sonho para guitarristas profissionais e entusiastas. Inicialmente era uma operação composta por somente dois funcionários: Michael Stevens e John Page, que eram responsáveis por encomendas pontuais e reproduções especiais de modelos vintage da marca. O sucesso da Custom Shop foi tanto que depois de três meses de inauguração, a divisão já tinha aproximadamente 300 encomendas. A marca americana sempre reconheceu a importância de uma política de portas abertas para músicos profissionais, acomodando os seus pedidos de características específicas de forma individual. Unir a tradição da FENDER com as inúmeras possibilidades artísticas de um departamento com os melhores luthiers do mercado americano não poderia resultar em nada a não ser sucesso absoluto. A Custom Shop foi capa de revistas e jornais da época. O êxito era tanto que ninguém menos que Eric Clapton resolveu encomendar sua própria guitarra (e, curiosidade: o modelo Eric Clapton é uma opção contínua de linha da divisão até hoje). Estava iniciada aí uma tradição que persiste até os dias atuais: guitarras customizadas produzidas sob medida para músicos como Sting, Johnny Cash, Ritchie Sambora, Bob Dylan, Keith Richards, Dick Dale, Jeff Beck e David Gilmour, para citar alguns exemplos de artistas que já tiveram suas guitarras fabricadas pela divisão Custom Shop da FENDER.


Essa divisão nasceu da paixão pela fabricação artesanal e, principalmente, pelas inúmeras possibilidades que podem ser exploradas a partir de um único instrumento: um corpo de Stratocaster® com o headstock de uma Telecaster® e captação de uma Jazzmaster®. Na Custom Shop isso é possível. E é por esse motivo que ela foi carinhosamente apelidada de The Dream Factory (“A Fábrica dos Sonhos”, em tradução livre). Já as guitarras da linha Custom Shop Heavy Relic apresentam corpo com marcas de uso, riscos, ferragens oxidadas, as partes plásticas cosmeticamente envelhecidas e riscadas, como se tivessem 50 ou 60 anos de uso intenso. Os instrumentos da linha Custom Shop são produzidos pelos melhores Master Builders e materializam o sonho dos músicos mais exigentes. Utilizando as melhores madeiras - escolhidas criteriosamente pelos próprios Master Builders - os melhores hardwares e componentes eletrônicos, além de feitos de uma forma quase artesanal, o que faz com que cada instrumento seja único. A Fender Custom Shop, uma divisão premium de fabricação de instrumentos, tornou-se conhecida em todo o mundo como uma indústria de artesanato e arte instrumental pura.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou, basicamente, por quatro remodelações ao longo da história. O logotipo original da marca pode ter sido baseado na assinatura de Leo Fender, mas com o F invertido. Na década de 1960 ocorreu a primeira modificação: as letras se tornaram mais encorpadas e o tradicional F invertido ganhou um novo design. Em 1968 o logotipo se tornou preto e ganhou uma leve inclinação. O atual logotipo da marca é uma releitura muito próxima do original, mas com a cor vermelha.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1946 
● Fundador: Clarence Leonidas Fender 
● Sede mundial: Scottsdale, Arizona, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Fender Musical Instruments Corporation 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Andy Mooney 
● Faturamento: US$ 800 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Instrumentos musicais 
● Principais produtos: Guitarras, baixos, violões, amplificadores e equipamentos de áudio 
● Concorrentes diretos: Gibson, Martin, Ibanez, Music Man, PRS, Jackson e Schecter 
● Ícones: A guitarra Stratocaster® 
● Slogan: Make History. 
● Website: www.fender.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a FENDER, maior fabricante de guitarras, baixos e equipamentos relacionados do mundo, vende seus produtos, que também incluem violões, amplificadores, cordas e acessórios de produtos de áudio profissional, como mesas de mixagem, em mais de 80 países, com faturamento estimado de US$ 800 milhões anuais. As guitarras da marca dominam aproximadamente 50% do mercado americano. Estima-se que a FENDER produza mil guitarras por dia em mais de 100 diferentes cores e acabamentos. A sede mundial da FENDER está localizada em Scottsdale, estado do Arizona, e a gerencia de fabricação em Corona, na Califórnia. 

Você sabia? 
A empresa ainda é proprietária de marcas como Charvel, Gretsch, Guild, Jackson, Squier e SWR. 
O fundador de uma das maiores empresas de guitarras e baixos do mundo não sabia sequer afinar uma guitarra. E mesmo assim, ele foi indicado ao Rock and Roll Hall of Fame em 1992, sem nunca ter tocado um instrumento. Nascido em 10 de agosto de 1909, Leo Fender trabalhou até o ultimo dia antes de sua morte, em 21 de março de 1991. 
O solo de Stairway to Heaven foi gravado com uma Telecaster® 1958. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). Agradecimento especial ao músico Marco Maia (www.marcomaia.mus.br). 

Última atualização em 5/4/2017

27.3.17

CAMISARIA COLOMBO


Foco em atender as necessidades do homem moderno de forma conveniente, prática e com qualidade. Foi assim que a CAMISARIA COLOMBO se tornou uma das mais tradicionais marcas de moda masculina do país, com 100 anos de atuação no mercado. Em qualquer uma de suas lojas é possível encontrar tudo em moda masculina para quem deseja se vestir bem pagando pouco por isso. 

A história 
Tudo começou com um libanês de origem humilde que chegou ao Brasil com sua família. Seu sonho era construir uma vida nova e digna, no país desconhecido. Foi assim que, no mês de outubro de 1917, Aziz Jabur Maluf abriu as portas de um pequeno comércio de moda masculina. Na modesta loja localizada na esquina das ruas Direita e Líbero Badaró, no centro de São Paulo, o comerciante vendia gravatas italianas, camisas finas e ternos confeccionados com tecidos importados da Inglaterra. A clientela era composta principalmente pela elite paulista, que podia pagar os altos preços dos produtos importados.


Por mais de sete décadas a CAMISARIA COLOMBO teve somente um ponto de venda, mas com seus produtos de alto padrão e qualidade conquistou um enorme público fiel, com clientes como o ex-presidente Jânio Quadros. Tudo começou a mudar quando Álvaro Jabur Maluf Júnior, neto do fundador, assumiu o comando da empresa. Juntamente com seu irmão, Paulo, elaborou todo projeto de expansão, que começou com a inauguração de uma loja no Shopping Ibirapuera, no bairro de Moema, em 1990. Com a abertura de mais dois pontos de venda na capital, os dois resolveram estender as atividades da rede para o interior paulista e, posteriormente, outros estados. Mas para transformar uma grife tradicional em uma das maiores redes de vestuário masculino do mercado brasileiro, os irmãos desenvolveram o conceito de “moda inteligente”, que consiste em oferecer produtos com a qualidade responsável pelo tradicionalismo da marca, a preços justos. Ou seja, até então sinônimo de moda masculina elegante, a COLOMBO fez uma opção preferencial pelos consumidores das classes emergentes. Essa foi a fórmula que popularizou a marca junto às classes B e C, garantindo sucesso ao plano de expansão da empresa. A política do “preço justo” acabou se transformando na plataforma de crescimento da empresa.


Sempre atenta às tendências do mercado, a COLOMBO também foi a primeira rede de vestuário masculino a oferecer kit com preços promocionais – camisa, calça e sapato, por exemplo. Iniciativa que, além de ser copiada pela concorrência, se tornou uma exigência dos consumidores. Também inovou ao, em 2005, se tornar a primeira empresa do Brasil a implantar um sistema de cotas para negros e afros descendentes em seu quadro de funcionários. A partir desse momento, a empresa implantou um agressivo plano de expansão. Até o final de 2007, mais 15 lojas foram inauguradas. A marca também passou a investir em marketing, como por exemplo, ao completar 90 anos, em 2007, com uma campanha publicitária estrelada pelo ator Marcos Pasquim. No final de 2009 a rede já contava com 198 lojas em 23 estados brasileiros.


A partir de 2010, a marca ingressou em outros segmentos da moda, como calçados masculinos, relógios, moda infantil e feminina (COLOMBO WOMAN). E para continuar crescendo, a empresa vendeu 49% de suas ações para a Gávea Investimentos. Com novo aporte financeiro, a COLOMBO continuou seu acelerado processo de expansão, com média de 50 lojas inauguradas por ano. Em 2015 já eram 428 unidades. Além disso, contratou garotos-propaganda de peso como o ator Caio Castro e o apresentador Rodrigo Faro. Mas toda essa expansão e investimento tiveram um alto custo. Após a recompra de 49.9% das ações pelos irmãos Álvaro Jabur Maluf Júnior e Paulo Jabur Maluf, e depois de uma fracassada e conturbada negociação com o empresário paulista Mario Garnero, a COLOMBO se viu em apuros, com dívidas gigantescas. Com isso, a empresa passou por uma enorme reestruturação, pediu recuperação extrajudicial e, somente em 2016, fechou 90 lojas. Tudo para voltar a ser lucrativa.


Sempre preocupada com o bem-estar e em proporcionar melhorias aos seus clientes, a marca inova também com tecnologia têxtil, tecidos novos, cortes mais finos e estruturados, para facilitar o caimento e movimento. Peças básicas, que não saem de moda e que o consumidor vai utilizar no dia-a-dia do trabalho ou do lazer, são encontradas o ano todo nas lojas da rede. Além do básico, a marca também conta com uma linha Premium que traz novidades a cada estação. Um dos pontos fortes da COLOMBO é sua identidade. Ao longo dos anos, tornou-se conhecida como a marca ideal para o homem inteligente.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A principal foi a modernização da tipografia de letra, mas sempre mantendo a coroa como símbolo visual.


Os slogans 
O Brasil veste esta marca. 
O estilo que conquista. 
A moda inteligente. 
O espaço da moda.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: Outubro de 1917 
● Fundador: Aziz Jabur Maluf 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Q1 Comercial de Roupas S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Warley Pimentel 
● Faturamento: R$ 370 milhões (2016) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 320 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 2.000 (incluindo franqueados) 
● Segmento: Moda (varejo) 
● Principais produtos: Ternos, camisas, calças, gravatas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Aramis, Dudalina, Brooksfield, Vila Romana, Harry’s, Luigi Bertolli e Cia. do Terno 
● Ícones: A coroa 
● Slogan: O Brasil veste esta marca. 

A marca no Brasil 
Atualmente a COLOMBO, uma das maiores redes de moda masculina do país, conta com 320 lojas espalhadas por 26 estados brasileiros, que oferecem roupas e acessórios para homens, mulheres e crianças. A COLOMBO vende mais de 300.000 ternos por ano. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), portais de notícias (Portal Fator), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 27/3/2017

14.3.17

PAULANER


Feita em Munique, apreciada em todo o mundo. A popularidade da cerveja PAULANER se estendeu além dos limites da cidade de Munique. O prazer especial de uma boa cerveja, o mestre cervejeiro altamente qualificado e o famoso estilo de vida bávaro, são apenas alguns fatores que contribuem para o sucesso da marca PAULANER, local e internacionalmente. Por isso, a marca tem representado a melhor arte de Munique na fabricação de cerveja desde 1634. 

A história 
Forçados a jejuar e se alimentar apenas de pão e água no período da Quaresma, os monges do mosteiro de Kloster Neudeck, no distrito de Au, decidiram que a cerveja poderia ser produzida como “pão líquido”, não violando seus votos. O “pão líquido” dos monges se tornou a primeira Double Bock da história (variedade bastante forte de cerveja), batizada de PAULANER SALVATOR. A partir de então, os monges empreendedores mudaram a história cervejeira para sempre. O nome “Paulaner” tem raízes na Ordem dos Mínimos (Paulaner Orden, em alemão), uma ordem religiosa fundada por São Francisco de Paula (o Santo, inclusive, aparece no logotipo da marca) na Neuhauser Straße em Munique no século XVI. A cerveja que sobrava eles doavam aos pobres ou vendiam nas tavernas do mosteiro. À medida que mais e mais habitantes de Munique começaram a apreciar os benefícios da cerveja dos monges, no dia 24 de fevereiro de 1634 (uma data especial para a cervejaria) produtores locais apresentaram uma queixa ao prefeito para proibir os monges de vender sua cerveja caseira. Mas eles não obtiveram êxito. Esta primeira referência oficial é até hoje considerada a data de fundação da cervejaria PAULANER e tem sido uma parte vital da cultura, tradição e história de Munique desde então.


Em 1773, o Monge Valentin Stephan Still, também conhecido como Brother Barnabas (ou Irmão Barnabás), se juntou ao mosteiro como mestre cervejeiro. Sua abordagem inovadora à fabricação de cerveja estabeleceu novos padrões de sabor, qualidade e digestibilidade. Ele foi o responsável por criar a receita de uma cerveja mais forte que fez sucesso pelas ruas de Munique. A partir de 1780, os monges de Kloster Neudeck foram oficialmente autorizados a vender cerveja sem restrições. Com isso, no final do século, a produção anual dos monges já era quatro vezes maior do que a de outros cervejeiros da cidade. Porém, em 1799 a Abadia de Kloster foi transformada em prisão e a cervejaria PAULANER adquirida, em 1806, pelo mestre cervejeiro Franz Xaver Zacherl, que continuaria a tradição dos antigos monges elaborando uma cerveja tipo Starkbier que recebeu novamente o nome de SALVATOR. Em 1837 aconteceu um fato importante: o rei Ludwig da Baviera declarou a cerveja PAULANER SALVATOR um artigo de luxo, tamanha a sua qualidade. Outro fato inusitado aconteceria em 1844, quando Munique viveu sua primeira “revolução da cerveja”. Isto porque, mais de 2.000 cidadãos protestaram contra o aumento do preço da cerveja quebrando janelas e destruindo móveis e equipamentos nas cervejarias vizinhas. A PAULANER permaneceu intacta, presumivelmente porque sua cerveja era muito boa.


Em 1881, a cervejaria acompanhando os novos tempos introduziu tecnologias mais recentes, como por exemplo, uma das primeiras máquinas de refrigeração, criada por Carl von Linde. Com isso, a cervejaria foi capaz de alcançar uma qualidade consistente em suas cervejas e produzi-las durante todo o ano. O sucesso da cerveja era tanto que, em 1896, para se proteger dos inúmeros imitadores, o nome SALVATOR foi protegido como marca registrada pelo escritório de patentes imperial em Berlim. Já em 1921, a PAULANER continuou crescendo e adquiriu três cervejarias regionais altamente respeitadas, incrementando assim sua produção. Pouco depois, em 1928, a cervejaria, então denominada Paulaner-Salvator Brauerei, funde-se com a Gebrüder Thomas Brauerei. Nas décadas seguintes a cerveja PAULANER conquistou posição importante no mercado alemão e começou a ser exportada para outros países.


Em 1986 a PAULANER surpreendeu o mercado com a primeira cerveja de trigo não alcoólica do mundo, a Waitzinger Weisse, que agora é chamada de Hefe-Weißbier Non-Alcoholic. Pouco depois, em 1989, a cervejaria construiu a adega mais profunda do mundo, 22 metros abaixo do solo, e introduziu a primeira cerveja light da marca (40% menos álcool e menos calorias) e a Paulaner Zwillingskasten, uma embalagem de caixinha dupla, muito mais fácil de transportar as garrafas. No ano de 1994, ocorreu a mudança de nome da cervejaria, de Paulaner Salvator Thomasbräu AG para Paulaner Brauerei AG. Em 1998, a empresa lançou um tipo de cerveja único no mercado - tão fresca quanto uma cerveja de trigo, mas com sabor único de centeio: PAULANER ROGGEN. Em 1999 a cervejaria, uma das líderes na Alemanha, adotou o nome de Paulaner GmbH und Co. KG, e suas vendas totais quebram o recorde de dois milhões de hectolitros.


Em 2005, a empresa continuou inovando através de um novo processo de proteção de aroma que resultou na primeira cerveja de trigo não-alcoólica com levedura, que se tornou um verdadeiro sucesso de venda. Tradicional e inovadora a cervejaria PAULANER comemorou em 2009 seu 375º aniversário e lançou outra grande inovação no mercado: Paulaner Hefe-Weißbier Non-Alcoholic (cerveja de trigo à base de levedura Paulaner, sem álcool) - agora com uma receita aprimorada, cheia de vitaminas e com até 60% menos calorias que sucos, bebidas à base de frutas ou leite. Em 2012, a marca lançou a Paulaner Weißbier-Zitrone, uma refrescante cerveja sem álcool de trigo com um toque de limão, especialmente desenvolvida para ser consumida no verão.


Atualmente a PAULANER oferece uma completa linha de cervejas premium, dentre as quais: Hefe-Weißbier, cerveja de trigo, de cor amarelo turvo e não filtrada, é forte, leve, frutada e sutilmente amarga, sendo que nenhum conservante artificial é utilizado em sua produção; Hefe-Weißbier Naturtrüb, cerveja feita de 60% de malte trigo e 40% de cevada, naturalmente turva, que por ser de fácil digestão, na Bavária ficou conhecida como cerveja “breakfast” (café-da-manhã); Hefe-Weißbier Alkoholfrei, versão sem álcool da famosa cerveja de trigo, apresenta um aroma bem agradável de malte, cereais e pão; Hefe-Weißbier Dunkel, cerveja de trigo escura que recebe adição de maltes de trigo torrados (escuros) e que possui fermento ativo na garrafa; Münchner Hell, de cor dourada brilhante, é uma cerveja puro malte de fácil digestão e de aroma equilibrado com notas florais e forte presença de malte, sendo a mais vendida do mundo em seu segmento; Salvator, cerveja clássica consumida durante o jejum da Quaresma pelos antigos monges, apresenta notas de maltes tostado e caramelo, sendo tão forte e nutritiva que vale como refeição; e Weißbier Kristallklar, cerveja de trigo que passa por uma cuidadosa filtragem, preservando assim o sabor das leveduras. A linha também inclui uma cerveja sem álcool que é bastante consumida durante o período de almoço, além de ser muito saborosa, possuir alta quantidade de vitamina B-12 e ter baixo valor energético, sendo menos calórica que um refresco de maçã.


A ligação com Munique 
A PAULANER permanece conectada à suas origens. A mundialmente conhecida Oktoberfest de Munique e a degustação anual da cerveja Salvator com o “Politiker Derblecken”, dos políticos locais, são apenas dois exemplos de como a marca mantém os seus laços com as tradições da bela cidade de Munique. Os laços profundos da cervejaria com Munique são evidentes, especialmente por sua forte presença na Oktoberfest, maior festival do mundo dedicado à cerveja. O icônico logotipo da cabeça do Santo influencia a aparência da Oktoberfest, assim como a famosa torre da PAULANER, extensamente reconhecível por seus 26 metros de altura, com a enorme caneca de cerveja (com uma capacidade estimada de 42.300 litros) girando no topo, um marco da famosa festa por mais de 100 anos.


A cerveja PAULANER OKTOBERFESTBIER (com 6% de teor alcoólico) é servida em três grandes tendas: Paulaner Festzelt Winzerer Fähndl (familiar e vibrante, é também o local de encontro para os fãs do time do Bayern de Munique), Armbrustschützen-Festhalle (atrai aqueles que valorizam um forte senso de tradição - e ainda hoje abriga verdadeiros clubes de tiro) e Käfer’s Wies’n-Schänke (onde desfilam celebridades e come-se muito bem). Essa cerveja, produzida exclusivamente para a festa (são 10 milhões de litros, 1 milhão consumidos no festival e os outros engarrafados para venda), é servida no famoso copo Mass (em alemão Maß), na verdade uma caneca com 1 litro de cerveja. Há também a cerveja Weißbier (de trigo) no Weinzelt (conhecida como tenda de vinho). Mas, muitas barracas menores também servem a mundialmente famosa cerveja de Munique, acompanhada de deliciosos pratos e quitutes da culinária bávara. A PAULANER é uma das seis marcas de cerveja oficiais da Oktoberfest, juntamente com Augustiner, Hacker-Pschorr, Hofbräu, Löwenbräu e Spaten-Franziskaner.


As cervejarias 
As primeiras cervejarias (em estilo restaurante ou pub) da marca foram inauguradas em 1989. Batizada de Paulaner Bräuhaus, a primeira cervejaria foi aberta na Kapuzinerplatz, localizada na zona turística de Munique, com a sua própria estrutura para a produção de cerveja e pratos típicos da região. Ainda este ano novos restaurantes foram inaugurados em Xangai, Cingapura, Cape Town e St. Petersburg. E nos anos seguintes mais 19 unidades foram inauguradas na China e outras na Rússia. Mais recentemente, em 2013, inaugurou sua primeira unidade em Nova York. Atualmente existem 33 Paulaner Bräuhaus, que além das excepcionais cervejas e chopes da marca servem deliciosas comidas típicas alemãs. Tudo com uma decoração aconchegante e um atendimento de primeira.


Dados corporativos 
● Origem: Alemanha 
● Fundação: 24 de fevereiro de 1634 
● Fundador: Monges do mosteiro de Kloster Neudeck 
● Sede mundial: Munique, Alemanha 
● Proprietário da marca: Paulaner Brauerei GmbH & Co. KG 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Brau Holding International AG) 
● Chairman: Roland Tobias 
● Diretor geral: Heinrich Müller 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Restaurantes/cervejarias: 33 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Cervejaria 
● Principais produtos: Cervejas 
● Concorrentes diretos: Erdinger, Hoegaarden, Löwenbräu, Hofbräu München, Beck’s, Oettinger, Franziskaner e Bitburger 
● Slogan: Gut, Besser, Paulaner. 
● Website: www.paulaner.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca PAULANER oferece mais de 15 rótulos (tipos) de cervejas, produz mais de 2.5 milhões de hectolitros por ano e comercializa seus produtos em mais de 80 países. Suas cervejas de trigo são líderes de mercado na Alemanha, seu maior mercado seguido pela Itália. A PAULANER é a principal marca da empresa Paulaner Brauerei GmbH & Co. KG (50.1% do capital pertencem ao grupo Brau Holding International, enquanto os outros 49.9% pertencem à holandesa Heineken), também proprietária das marcas de cerveja Hacker-Pschorr, Auerbräu, Thurn und Taxis e Hopf. 

Você sabia? 
Todos as cervejas da PAULANER são elaboradas de acordo com a Lei de Pureza de 1516, a popular Reinheitsgebot, que determina que a cerveja deva conter apenas quatro ingredientes: a cevada, leveduras de cultivo próprio, lúpulo de Hallertau e água pura glacial. 
O tradicional slogan “Gut, Besser, Paulaner” (em inglês “Good, Better, Paulaner”) foi criado em 1964. 
A marca é patrocinadora oficial do time de futebol Bayern de Munique. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek e Exame), portais (UOL e Blog Clube do Malte), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/3/2017

2.3.17

BOEHRINGER INGELHEIM


Há mais de 130 anos, a BOEHRINGER INGELHEIM mantém o compromisso com pesquisa, desenvolvimento, fabricação e comercialização de novos medicamentos com alto valor terapêutico para a saúde humana e animal. Tudo para melhorar a vida de seres humanos e animais. 

A história 
Tudo começou com Albert Boehringer, pioneiro da biotecnologia e oriundo de uma família que atuava no setor químico, que comprou uma pequena fábrica na cidade alemã de Ingelheim am Rhein para iniciar a produção de ácidos em escala industrial. No dia 31 de julho de 1885 ele registrou oficialmente a empresa com o nome de Albert Böhringer, chem. Fabrik vom 1. Aug. 1885 ab. Já no ano seguinte, com apenas 28 empregados produzia sobre tudo os tartaratos, produtos utilizados na fabricação de refrigerantes, fermento para padaria, em tinturaria e farmácia. Em 1893, Albert desenvolveu um processo biotecnológico que permitia o aproveitamento de bactérias para a produção de ácido lático em grande escala e assim tornou-se grande fornecedor desta inovação para as indústrias da época que cada vez mais necessitavam do produto. Com isso, a empresa se tornou uma das pioneiras nos processos biotecnológicos em aplicações industriais.


No ano de 1905, em busca de novos mercados no segmento químico, a empresa desenvolveu um processo econômico para a extração de alcalóides como a morfina, cocaína e codeína. As substâncias eram vendidas às farmácias e à então emergente indústria farmacêutica, sendo exportadas também para outros países. Em 1910, ao completar 25 anos, a C.H. Boehringer Sohn (CHBS) já empregava mais de 155 funcionários. Em pouco tempo, a empresa passou a investir no setor farmacêutico, tendo como missão a inovação em medicamentos que proporcionassem a melhoria da saúde e do bem-estar das pessoas. Isto aconteceu em 1912, quando a empresa fabricou seu primeiro medicamento, o Laudanon®, um analgésico baseado em seis alcalóides de ópio. Em 1917 foi criado o departamento de pesquisas por iniciativa do químico e futuro vencedor do Prêmio Nobel de Química, o Professor Heinrich Wieland, um primo de Albert Boehringer. Este departamento seria responsável por todas as atividades de pesquisa e desenvolvimento no setor de ácidos, alcalóides e farmacêuticos da empresa. Após as primeiras pesquisas, começou a produção do ácido biliar e seus derivados, ainda este ano. Em 1923, uma nova fábrica para produção de alcalóides foi estabelecida em Hamburgo-Moorfleet. A partir de 1925, os elementos básicos das drogas, incluindo cafeína, morfina e codeína, são produzidos nesta unidade.


Em 1933, a empresa se expandiu ao iniciar a produção de ácido cítrico a partir de citrato de cálcio para as indústrias alimentícias, de bebidas e tabaco. Após a morte do fundador, no dia 11 de março de 1939, a empresa passou a ser administrada pelos seus filhos Albert e Ernst Boehringer, e pelo genro Julius Liebrecht. Nos anos seguintes, com o início da Segunda Guerra Mundial a produção de ácidos orgânicos (tartárico, lático e cítrico) foi brevemente interrompida. Todavia, as pesquisas continuaram apesar do conflito. Diversos itens químicos e farmacológicos foram introduzidos nesse período e posteriormente após a finalização dos combates. Além disso, neste período, uma nova fábrica foi construída para a produção em grande escala de cafeína sintética, que entrou em produção no dia 15 de novembro de 1942. Foi somente na final da década de 1940, no período do pós-guerra, que a empresa começou a expandir-se ao redor do mundo, instalando sua primeira subsidiária na cidade de Viena na Áustria. Com isso, em 1953, iniciou suas operações na Espanha e no Brasil, neste último inicialmente por meio de um escritório de importação de medicamentos.


Pouco depois, em 1955, a BOEHRINGER INGELHEIM fundou a divisão de saúde animal, após assumir o programa veterinário da Pfizer, ingressando assim em um novo e promissor segmento de mercado. A década seguinte foi marcada por grandes novidades. Primeiro, em 1961, estabeleceu na cidade de Viena o Institute for Pharmaceutical Research focado em virologia e farmacologia. Além disso, ampliou sua presença mundial com a criação de subsidiárias no México e Reino Unido, ambas em 1962. Já em 1969, uma nova unidade de pesquisa foi estabelecida na cidade de Kawanashi no Japão. A década seguinte começou com a inauguração, em 1971, da subsidiária americana em Ridgefield, estado de Connecticut. Pouco depois, em 1972, um dos produtos de maior importância para a empresa se tornar um gigante no segmento, o ácido lático, teve a produção descontinuada. Em 1978, a veterinária médica ganhou enorme importância dentro da empresa com a criação da subsidiária Boehringer Ingelheim Vetmedica, em substituição ao antigo departamento de medicina veterinária. Em 1985, a BOEHRINGER INGELHEIM comemorou seu centenário, empregando 22.254 pessoas e atingindo vendas de aproximadamente €2.31 bilhões. No ano seguinte, o Centro de biotecnologia de Biberach iniciou a produção. Após um pesado investimento, se tornou a maior fábrica da Europa para a produção de produtos biofarmacêuticos a partir de culturas celulares. Após 1991 a empresa passou por reformulações para atender o novo perfil de mercado que surgia. Como parte das atividades de pesquisa e desenvolvimento, a empresa concentrou-se principalmente nas áreas terapêuticas de doenças cardiovasculares, respiratórias, metabólicas, virais, do sistema nervoso central e oncologia.


Nos últimos anos a BOEHRINGER INGELHEIM passou a investir ainda mais no segmento de saúde animal. Um exemplo disso aconteceu em 2012, quando ocorreu a inauguração do Centro Europeu de Investigação Veterinária na cidade de Hanover, que se dedica exclusivamente a pesquisas de doenças de animais de criação. Depois em 2013, quando a área de saúde animal ingressou no mercado de pequenos animais por meio da comercialização de vacinas da linha Duramune®. Todo esse foco culminou em 2016 com um acordo definitivo para trocar os negócios de saúde animal da Sanofi (conhecida como Merial) pelos medicamentos isentos de prescrição da BOEHRINGER INGELHEIM (que incluem marcas como o antiespasmódico Buscopan®, o multivitamínico Pharmaton® e o laxante Dulcolax®). Combinar as carteiras complementares da Merial (que tem três unidades de negócio principais: animais de estimação, animais de fazenda e saúde pública veterinária) e da Boehringer Ingelheim Animal Health (6ª maior empresa de saúde animal do mundo), além das plataformas de tecnologia para antiparasitas, coloca a nova empresa em uma posição mais competitiva nos segmentos de maior crescimento do setor e agrega mais valor e inovação para os clientes no mundo todo. Como empresa farmacêutica orientada à pesquisa, esse negócio melhora, substancialmente, sua posição no mercado futuro de saúde animal, transformando a BOEHRINGER INGELHEIM, provavelmente, em uma das maiores empresas do mundo neste segmento.


A linha do tempo 
1920 
Lançamento do medicamento cardiovascular Cadechol®
1921 
Lançamento do medicamento Lobelin®, após cientistas da empresa conseguirem isolar o alcalóide puro lobelin da planta Lobelia inflata. 
1927 
Lançamento do medicamento para tosse Codyl®
1931 
Lançamento do Sympatol®, desenvolvido para melhorar a circulação e derivado da adrenalina. 
1941 
Lançamento do Aludrin®, um medicamento inovador para o tratamento da asma. Este agente respiratório abriria mais tarde o caminho para os betabloqueadores. 
1949 
Lançamento do Effortil® (para melhorar a circulação), Vascular® (vasodilatador) e Visadron® (colírio). 
1952 
Lançamento do Buscopan®, um agente espasmolítico de origem vegetal utilizado no tratamento de problemas gastrointestinais. O medicamento se tornou um dos mais populares e consumidos do mundo. 
1959 
Lançamento do Persantin®, utilizado no tratamento de doenças coronarianas. 
1960 
Lançamento do Silomat®, utilizado no tratamento da tosse. 
1961 
Lançamento do Alupent®, medicamento que aumenta a competência terapêutica para doenças respiratórias. 
1963 
Lançamento do Bisolvon®, o primeiro agente secreolítico (mucolítico) resultante da própria pesquisa da empresa. 
1966 
Lançamento do Catapresan®, um medicamento anti-hipertensivo com um novo modo de ação. 
1972 
Lançamento do Berotec®, um medicamento respiratório que se tornou um enorme sucesso. 
1975 
Lançamento do Atrovent®, um medicamento usado no tratamento de doenças crônicas do trato respiratório. 
1977 
Lançamento do Asasantin®, um medicamento utilizado no tratamento de trombose e embolismos. 
1979 
Lançamento do Mucosolvan®, medicamento utilizado no tratamento da bronquite. 
Lançamento do Mexitil®, um medicamento usado no tratamento de arritmia cardíaca. 
1987 
Lançamento do Actilyse®, um marco para a história da empresa. Não somente foi o primeiro medicamento para tratamento trombolítico para ataques cardíacos agudos, mas também o primeiro produto desenvolvido pela divisão biofarmacêutica. 
1989 
Lançamento de Alveofact®, indicado para síndrome de dificuldade respiratória em recém-nascidos. 
1996 
Lançamento do Alna®/Flomax®, medicamento utilizado no tratamento da hiperplasia prostática benigna. 
Lançamento do medicamento anti-reumático Mobic®
1997 
Lançamento do Viramune®, desenvolvido para reduzir o risco de transferência de vírus HIV em mulheres grávidas para seus filhos recém-nascidos. 
Lançamento no Brasil do polivitamínico com Ginseng Pharmaton®
1999 
Lançamento do Micardis®, medicamento utilizado no tratamento da hipertensão. 
2002 
Lançamento do Spiriva®, para o tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). 
2011 
● O Pradaxa® se tornou a primeira droga em 50 anos a obter aprovação para a prevenção do AVC na fibrilhação auricular na Europa. 
2013 
Aprovação do Griotrif®, medicamento com indicação para câncer de pulmão de não pequenas células. 
2014 
Lançamento do Jardiance®, primeiro medicamento da sua classe para diabetes tipo 2. 
Lançamento do Ofev®, primeiro medicamento aprovado no Brasil para Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI). 
2015 
Lançamento do Spiolto Respimat®/Stiolto Respimat®, com indicação para asma.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Em 1893, o primeiro logotipo da empresa foi registrado: as letras CHBS entrelaçadas dentro de uma forma oval com a inscrição C.H. Boehringer Sohn, nome que a empresa havia adotado neste ano. Em 1905, pela primeira vez, o logotipo exibe a imagem do palácio imperial de Charlemagne. No ano de 1924 foi adotado um novo logotipo com o palácio imperial totalmente estilizado. Em 1962 o logotipo passou a conter a palavra Boehringer e adotou a cor azul. A atual identidade visual da empresa foi adotada em 1997.


Dados corporativos 
● Origem: Alemanha 
● Fundação: 31 de julho de 1885 
● Fundador: Albert Boehringer 
● Sede mundial: Ingelheim am Rhein, Alemanha 
● Proprietário da marca: Boehringer Ingelheim GmbH 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Hubertus von Baumbach 
● Faturamento: €14.8 bilhões (2015/2016) 
● Lucro: €2.3 bilhões (2015/2016) 
● Presença global: 120 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 50.000 
● Segmento: Farmacêutico 
● Principais produtos: Medicamentos e vacinas para saúde humana e animal 
● Concorrentes diretos: Pfizer, Eli Lilly, Bayer, Novartis, Merck, Roche e GlaxoSmithKline 
● Slogan: Value through Innovation. 

A marca no mundo 
Hoje em dia a BOEHRINGER INGELHEIM, uma das 20 principais empresas farmacêuticas do mundo, opera globalmente com 145 afiliadas e mais de 50.000 funcionários, comercializando seus produtos em mais de 120 países. A empresa alemã atua nos segmentos de saúde humana (doenças respiratórias, metabolismo, imunologia, oncologia e doenças do sistema nervoso central) e saúde animal (sob a divisão Boehringer Ingelheim Animal Health, líder mundial em vacinas para porcos e que detém posição relevante nas vacinas para animais de estimação e gado, bem como em especialidades farmacêuticas veterinárias). A empresa possui cinco instalações de pesquisa e desenvolvimento localizadas em Biberach (Alemanha), Ridgefield (Connecticut), Viena, Kobe e Milão, além de 20 plantas de produção em 13 países. Mais de 8.000 funcionários trabalham no setor de pesquisa e desenvolvimento, no qual a empresa investe 20% do faturamento anualmente. 

Você sabia? 
Um dos elementos mais importantes da cultura empresarial da BOEHRINGER INGELHEIM é a responsabilidade social - incluindo o envolvimento em projetos sociais, como o Making more Health (Mais Saúde), em parceria com a ONG Ashoka, que busca modelos inovadores que estão transformando a área da saúde no sentido de melhorar de forma sustentável o bem estar de pessoas, famílias e comunidades. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 2/3/2017